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Quais as atividades da Manutenção e da Produção com o TPM?




Os freqüentes atritos entre as equipes de produção e manutenção são históricos e não respeitam limites geográficos. Em todo lugar do mundo os problemas são sempre os mesmos: a Produção criticando a Manutenção porque não oferece o equipamento em boas condições operacionais e estão sempre “atrapalhando” as metas de produção; a Manutenção “acusando” a Produção por não saber operar os equipamentos adequadamente, não cumprir os procedimentos, não se preocupar com o estado físico dos equipamentos, só acionar a equipe de manutenção quando o equipamento quebra ou está em condições críticas de operação e não dando o tempo suficiente para se fazer uma intervenção adequada e no momento apropriado. O resultado destas atitudes é a dificuldade de se fazer uma boa manutenção e de construir um lugar de trabalho livre de falhas e problemas.

A Manutenção Autônoma visa resgatar alguns fatores positivos que existiam no passado, logo após a revolução industrial. Naquela época os equipamentos eram robustos e sem muita complexidade nos seus elementos. Havia poucos instrumentos de monitoramento e os fatores de segurança eram elevados. A dificuldade de acesso à tecnologia promovia um baixo nível de competitividade, de tal forma que equipamentos parados significam apenas um retardamento de vendas asseguradas. A política de manutenção adotada era a corretiva não programada e as pessoas que faziam a manutenção eram os próprios operadores. Em função disto, havia um forte vínculo entre o operador e o equipamento. Com o decorrer do tempo, a sofisticação gradativa dos equipamentos juntamente com as técnicas de racionalização do trabalho desenvolvidas por Frederich Taylor, além da departamentalização pregada por Henri Fayol, foram formadas equipes especializadas em manutenção.  Somente após a Segunda Grande Guerra é que as técnicas de manutenção preventiva começaram a ser desenvolvidas nos Estados Unidos. Na década de 60 surgiu na Inglaterra a Terocnologia (manutenção como ciência) e Tribologia (ciência da lubrificação), em função das altas taxas de falhas dos equipamentos. Ainda nesta década nos Estados Unidos foram desenvolvidas as primeiras técnicas de manutenção preditiva (manutenção baseada nas reais condições do equipamento, mensuradas através de ensaios, testes e instrumentos de monitoramento). Nos anos 70, surge o conceito da manutenção centrada em confiabilidade (RMC), que se fundamenta em interferir no equipamento utilizando-se de estimativas estatísticas, a partir da vida útil, do tempo entre as falhas, do nível de desgaste e da importância do equipamento em relação aos aspectos de segurança, meio ambiente, perdas de produção e custos de correção.

Reconhecidamente esta evolução foi positiva e imprescindível para garantir níveis de produção compatíveis com os custos. Porém, o operador foi estimulado gradativamente à se preocupar apenas em produzir, perdendo a sensibilidade para cuidar do equipamento, uma vez que isto deixou de fazer parte de sua competência.

A Manutenção Autônoma consegue resgatar esta sensibilidade do operador em relação ao equipamento que opera, passando a se sentir o seu “dono”. Desta forma, com a implantação da Manutenção Autônoma, as atividades finais das equipes de Produção e Manutenção passam a ser de acordo com o quadro 1.

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