Como eliminar os locais de difícil acesso e Causas de Problemas?

Após a identificação e eliminação da maioria dos problemas através da Etapa 1, cabe atacar as fontes geradores dos problemas mais freqüentes e crônicos, como também tratar diferenciadamente os locais de difícil acesso com o objetivo de diminuir os problemas que afetam o desempenho do equipamento, além de facilitar os serviços de operação e manutenção. 

Na primeira etapa busca-se resgatar os problemas que já existiam, mas que estavam “escondidos” pela falta de percepção e “vista cansada”, ou seja, de tanto ver, o operador não vê. Assim as pessoas se sentem à vontade, num ambiente limpo e organizado. Sabe-se, porém, que existem circunstâncias que provocam:

  • Sujeira reiterativa, apesar de todo o esforço para a sua manutenção;
  • Preocupação com o tempo gasto, de forma excessiva para limpeza e ordem;
  • Incorporação de melhorias e a necessidade de ajuda, principalmente do ‘staff’ para sua implantação.


Deste modo, a segunda etapa busca o hábito para incorporação das melhorias junto as máquinas e aos equipamentos, através de uma autoconfiança a ser edificada paulatinamente.

Uma limpeza torna-se efetiva quando se detectam a fonte dos detritos, vazamentos, corpos estranhos e elimina-se o seu efeito. Esta ação constitui a melhoria. Existem, porém, locais de difícil acesso ou impasses para equacionamento adequado das soluções. É quando, então, torna-se imprescindível o apoio e as recomendações dos superiores e do corpo técnico. Sem estes os operadores e manutentores se sentem tecnicamente limitados e sem o tempo necessário para o tratamento adequado e efetivo dos problemas pendentes. Este tem sido o fator impeditivo de continuidade da Manutenção Autônoma em diversas empresas. Há uma boa motivação até a primeira etapa, quando se solucionam os problemas mais simples que dependem o operador e manutentor e demandam pouco investimento. Nesta segunda etapa, quando é exigido o comprometimento dos níveis superiores, a implantação esfria. Todo cuidado deve ser tomado, para se dar uma resposta rápida e efetiva para estes problemas, evitando frustrar aos operadores e manutentores e inibindo o progresso da manutenção Autônoma. Se isto ocorre, perde o equipamento, porque tende a recuperar todos os problemas anteriores à Etapa 1, e perde o próprio processo de implantação que vai ao descrédito, comprometendo futuras tentativas.

O Quadro 8 apresenta vários exemplos de fontes de problemas e locais de difícil acesso numa instalação industrial.

Os locais de difícil acesso são indesejáveis, pois não permitem uma limpeza e lubrificação rápida e eficaz. Se estes locais são impossíveis de serem eliminados, considerar a possibilidade de alterar o procedimento operacional para facilitar a limpeza e a lubrificação, inclusive com a instalação de uma sinalização com símbolos e/ou cores em locais de passagem freqüente do operador, servindo como “lembrete” para a inspeção periódica. Para locais de difícil acesso para inspeção poderá ser utilizado o recurso de espelhos. A substituição de chapas de aço por material acrílico ou policarbonato que são transparentes, também facilita a inspeção de componentes de máquinas. Para facilitar a abertura de portas ou remoção de proteções normalmente fixadas com porcas sextavadas ou parafusos de fendas, os quais exigem ferramentas e exige-se um certo tempo, poderão ser instaladas porcas “borboletas” ou travas que podem ser removidas manual e rapidamente. É importante a postura positiva para incorporação das melhorias, contando para tal com o auxílio e apoio dos técnicos e profissionais da hierarquia superior.

Limpeza e inspeção
Estrutura de equipamentos, proteções, coberturas, layout, plataformas, espaços confinados, posição de instrumentos, indicação do instrumento, fluxo

Lubrificação
Posição do poço, estrutura, altura, plataforma, dreno, espaçamento

Apertos

Coberturas, proteções, espaçamento, plataforma de acesso

Regulagens
Posição inadequada dos medidores (termômetros, manômetros, hidrômetros, vacuômetros, etc.)

Produtos e matérias-prima

Vazamento, derramamento, descarga, esguinchamento, transbordamento

Óleos

Lubrificante, óleo de refrigeração, vazamentos de óleo combustível, manchas

Gás

Ar comprimido, vapor, exaustão, esguinchamento

Líquidos

Água, água quente, produtos em processo, água de resfriamento, vazamento, derramamento

Refugos

Rebarba, cavacos, embalagens, produtos defeituosos

Partículas estranhas no produto

Misturas inadequadas, ferrugem, mofo, insetos, metais

Impactos no produto
Pingamentos, diferenças de alturas, vibração, pancadas

Recipientes

Pequenos ou excessivamente grandes, sistemas de alimentação e remoção

Piso
Buracos, ondulações, escorregadio, batentes, descascamento

Escadas

Estado de conservação, inclinação, guarda-corpo, sinalização, corrosão, corrimão, altura dos degraus

Iluminação
Iluminação deficiente, lâmpadas queimadas, luminárias sujas, instalação elétrica insegura, partes em que a iluminação não chega, iluminação de emergência

Partes rotativas
Proteções de acoplamento, partes traseiras de motores, sistema de segurança para paradas repentinas

Elevadores
Largura, cabo de aço, freios, motor de acionamento

Ponte rolante
Sistema de acionamento, cabo de aço

Haribot
Haribot IAAssistente virtual PDCA