Etapa 5 – Elaboração do Plano Diretor

O Plano Diretor tem como objetivo:

a)    Definir prazos para cada etapa de implantação (desde a fase preparatória até a consolidação), através do seu desmembramento em atividades e estabelecimento de interdependências.
b)    Definir a área piloto e o equipamento modelo.
c)    Definir forma de controle do avanço da implantação do TPM
d)    Definir previsão de despesas de implantação

Este trabalho é estruturado pela Secretaria de TPM e complementado com dados gerados pelas comissões de implantação.

É desenvolvido na seguinte seqüência:

a) A Secretaria do TPM elabora cronograma macro de etapas e submete aos comentários das comissões e chefes de operação, manutenção e engenharia, quanto a atividades, prazos  e seqüência;
b) A Secretaria do TPM consolida os comentários e emite cronograma macro definitivo;
c) O chefe de cada unidade/linha propõe um equipamento candidato a “equipamento modelo” da fábrica, observando os seguintes critérios:

O equipamento gargalo e/ou com grande potencial de redução de perdas (vamos começar por onde estamos perdendo mais dinheiro);
Equipamento que tenha outros similares na fábrica (é mais fácil dar o exemplo e acelerar a multiplicação dos ganhos das melhorias implantadas no modelo);
Equipamento com perdas quantificáveis de modo individualizado (isto dará um sentido concreto e objetivo do desafio do trabalho);
Equipamento onde haja a possibilidade de se implementar melhorias dentro de aproximadamente 3 meses (se os resultados demorarem, logo no inicio as pessoas se desmotivarão);
Equipamento onde os operadores tenham espírito de equipe propício, haja uma liderança evidente, conhecimento e motivação para o TPM (o equipamento só será modelo se as pessoas também forem “modelos”).

d) A Secretaria do TPM, em conjunto com o gerente de produção define o equipamento modelo da fábrica, dentre as opções propostas, utilizando os critérios acima e as seguintes ponderações:

•    A escolha de mais de um equipamento como modelo tem a vantagem de estabelecer um “competição” salutar entre os grupos, além de acelerar o efeito multiplicador, porém traz como desvantagem o fato de que eventuais erros na condução do processo também serão multiplicados ( o objetivo do modelo também é aprender como conduzir o trabalho dos demais) além do fato de que a Secretaria do TPM e/ou eventual consultoria contratada terá sua atenção mais dispersa.
•    No caso de existirem várias unidades/linhas, existem duas alternativas de estratégia de implantação:

Opção 1 - Escolher um equipamento modelo numa das unidades/linhas e desenvolver até o terceiro passo da Manutenção Autônoma em todos os equipamentos desta unidade/linha, antes de iniciar nas demais;
Opção 2 - Escolher um equipamento modelo em cada unidade/linha e conduzir o processo em paralelo em todas as linhas.

Aparentemente, os resultados da opção 2 são mais rápidos, porém as empresas têm obtido mais sucesso com a opção 1, porque fica visível mais cedo a conexão direta do trabalho com seu resultado, expresso no acompanhamento de metas.

e) A Secretaria de TPM elabora sistemática de controle do avanço da implantação do sistema, caracterizando a situação por unidade/linha, de forma que cada pessoa possa facilmente visualizar em gráfico o avanço de seu trabalho e compará-lo como os demais. 

f) A partir do cronograma macro elaborado pela Secretaria de TPM, os chefes de cada unidade/linha elaboram seus planos e cronogramas específicos para condução de cada pilar em sua área de responsabilidade. Pode ser usada a mesma formatação do plano macro, ou mais detalhado, descendo a nível de pequenos grupos de operadores (subsistemas).

g) A Secretaria do TPM anexará ao cronograma macro, os trabalhos elaborados por cada comissão de implantação, que definem a forma como serão conduzidos os trabalhos;

h) A Secretaria do TPM elabora previsão de despesas de implantação. 

Nele devem constar apenas as despesas efetuadas com recursos não disponíveis na empresa, normalmente concentrados em treinamento e investimentos em melhoria dos equipamentos. Embora geralmente estes valores sejam pequenos em relação ao benefício auferido com o TPM (variam de 1/10 a 1/100 em 3 anos), é importante que a direção da empresa tenha noção do investimento necessário, sob pena de ocorrerem cortes indiscriminados ou generalizados que comprometem o programa. Este tipo de previsão dos custos do programa não é enfatizado nas empresas do Japão porque:
As despesas de implantação com treinamento consiste apenas de material didático, dispositivos para aulas práticas e horas extras, já que a maior parte dos cursos é ministrada por instrutores internos;
Os investimentos em melhorias de equipamentos têm sua viabilidade econômica analisada caso a caso. Não existe melhoria viável que não seja imediatamente implantada, pois geralmente não há problema de caixa ou endividamento.


i) A Secretaria de TPM consolida um documento denominado “PLANO DIRETOR DE IMPLANTAÇÃO DO TPM”, com o seguinte conteúdo:

- Introdução

Descreve como o TPM se insere no processo de qualidade da empresa.

- Diretrizes e Metas Globais

Trabalho elaborado na etapa 4.

- Estrutura de implantação

Descrição da forma de atuação das comissões e pequenos grupos superpostos, conforme definido na etapa 3.

•    Cronograma macro de implantação
•    Sistema de acompanhamento do avanço de implantação
•    Previsão de despesas para implantação

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